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O MONOPÓLIO DA CANETA CONTRA AS DEMANDAS DA POPULAÇÃO
Veto Total à Agenda Social: Sete Lagoas Diante de um Apagão de Direitos
Por Administrador
Publicado em 26/01/2026 17:17
Política

O MONOPÓLIO DA CANETA CONTRA AS DEMANDAS DA POPULAÇÃO

Em um movimento que ignora a capilaridade das políticas públicas locais, a Prefeitura de Sete Lagoas aplicou um veto que desidrata a rede de proteção social da cidade. O conjunto de medidas atingidas não representa apenas números em uma planilha, mas o bloqueio de serviços essenciais que atendem desde a saúde pública até o enfrentamento à violência doméstica no município

Veto Total à Agenda Social: Sete Lagoas Diante de um Apagão de Direitos

O Impacto no Cotidiano de Sete Lagoas

A análise dos vetos mostra que o Executivo optou por desarticular frentes de atuação que são pilares da dignidade humana:

Mulheres Sem Amparo: O veto foi cirúrgico e devastador. Em Sete Lagoas, a política para mulheres foi cortada em todas as pontas: do Diagnóstico Situacional ao transporte gratuito para vítimas de violência e programas de empoderamento econômico. Sem transporte e renda, a mulher em situação de risco fica sitiada.

Afronta à Igualdade Racial: A política racial em Sete Lagoas foi inviabilizada no papel e na prática. O veto à estrutura administrativa e ao conselho específico retira a voz da população negra na formulação de soluções para a cidade.

Saúde no Alvo: Os vetos à saúde mental (Centros de Convivência) e ao suporte para Diabetes Tipo 1 atingem diretamente quem convive com condições crônicas, tratando o cuidado básico como algo "supérfluo" ou meramente orçamentário.

Economia e Território: O corte no fomento à piscicultura familiar e na criação de comandos regionais trava o desenvolvimento econômico da periferia e impede que a administração pública seja descentralizada para os bairros mais distantes do centro.

Conclusão: Orçamento ou Controle?

O discurso oficial de "proteção orçamentária" esconde a verdadeira intenção: o controle absoluto sobre o que deve ou não ser prioridade. Em Sete Lagoas, o veto não protege o cofre público; ele blinda o monopólio do planejamento, impedindo que a agenda social — construída por quem vive a realidade das ruas — ganhe vida. É a gestão centralizada sobrepondo-se ao direito à cidade.

 RMBH Notícias:

"Informação de impacto para quem faz a Região  acontecer."

 

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