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Caos na Saúde: Moradores de Sete Lagoas denunciam descaso e falta de medicamentos no PSF Santa Felicidade
POR REDAÇÃO RMBH | SETE LAGOAS, MG
A saúde pública no bairro Cidade de Deus, em Sete Lagoas, atravessa um momento crítico. Relatos de moradores e um ofício formal da ASCOMCIDE (Associação Comunitária do Bairro Cidade de Deus) apontam para uma gestão marcada por negligência, falta de medicamentos essenciais e um atendimento hostil no UBS/PSF Santa Felicidade.
Remédios Controlados e Exames Perdidos
O drama mais urgente atinge famílias com crianças que dependem de medicações de uso contínuo. Uma moradora, que preferiu não se identificar, relata que o filho está há dois meses sem Ritalina e Risperidona — medicamentos controlados fundamentais para o tratamento neurológico e comportamental — devido à demora na renovação das receitas.
"Já faz dois meses que deixei a receita e nada. Meu filho é dependente desses remédios. Além disso, estou há anos esperando por exames de sangue que nunca são marcados. Eles perdem os papéis, a gente leva de novo e nada acontece", desabafou a mãe.
Outros relatos indicam que a espera por exames laboratoriais simples chega a ultrapassar a marca de quatro anos, evidenciando uma falha grave no fluxo administrativo da unidade.
Denúncias de Má Gestão e Hostilidade
O clima de tensão não se restringe à falta de insumos. O ofício nº 257/2025, assinado por Wellington Antonio Cardozo Takebayashi, diretor da associação de moradores, solicita formalmente ao Secretário de Saúde, Jean Barrado, a realocação urgente da gestora da unidade.

As queixas listadas no documento e confirmadas por usuários incluem:
Falta de educação e tratamento ríspido com pacientes;
Humilhação de servidores e gritos com colegas de trabalho;
Dificuldade extrema em conseguir consultas médicas;
Agentes de saúde que não realizam o atendimento domiciliar de forma adequada.
O que dizem as autoridades
No documento oficial enviado à Secretaria de Saúde, a comunidade afirma que "não aceita mais" a permanência da atual gestão e aguarda um posicionamento urgente da prefeitura para evitar que o serviço de saúde entre em colapso total.
A redação da Agência RMBH entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Sete Lagoas para questionar os prazos para regularização das receitas e a situação da gestão do PSF Santa Felicidade, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
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