CRISE EM INHAÚMA: APOSENTADOS DO IPREMI ESTÃO HÁ DOIS MESES SEM SALÁRIO
A VOZ DO POVO | Onde o silêncio não tem vez
POR: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS RMBH
DATA: 07 de Março de 2026
LOCAL: Inhaúma / Região Metropolitana
Enquanto as engrenagens da política e da burocracia giram lentamente nos gabinetes, a fome e o desespero batem à porta de mais de 100 famílias em Inhaúma. A cidade vive hoje um cenário de descaso humanitário: os aposentados e pensionistas do IPREMI (Instituto de Previdência Municipal de Inhaúma) completam dois meses sem receber seus benefícios.
O que se vê nas ruas de Inhaúma não é apenas um "atraso administrativo", mas a dignidade de idosos sendo jogada no lixo. Contas de luz atrasadas, farmácias negando crédito e a mesa vazia tornaram-se o pesadelo diário de quem já contribuiu uma vida inteira para o desenvolvimento do município.
O Jogo de Empurra e a "Nota Oficial"
A Prefeitura Municipal de Inhaúma emitiu uma nota oficial atribuindo o atraso a problemas com o cartório e à falta de providências da diretoria do Conselho Deliberativo do Instituto. Para quem está sem um real no bolso, as explicações soam como desculpas vazias. Enquanto o governo municipal e o IPREMI trocam acusações de "irregularidade de gestão", o trabalhador é quem paga a conta.

O Medo não pode Calar a Fome
Relatos que chegam à Agência de Notícias RMBH indicam um clima de apreensão. Em uma cidade pequena, o receio de perseguição política tenta abafar o grito de socorro. Mas a situação chegou ao limite.
"Não estamos pedindo favor, estamos exigindo um direito", afirma uma das aposentadas que vive o drama na pele.
Vozes do Desespero: O que dizem as vítimas do descaso
"A farmácia não me vende mais no caderninho"
"Trabalhei 30 anos para o município, sempre com a cabeça erguida. Hoje, pela primeira vez na vida, tive que escolher entre o remédio da pressão e o gás de cozinha. Fui à farmácia e o dono me disse, com toda educação, que não pode mais me vender no 'caderninho' porque já estou devendo dois meses. É humilhante. A gente não quer nota oficial de prefeitura, a gente quer o dinheiro que é nosso por direito na conta."
— Aposentada, 68 anos (pediu anonimato por medo de retaliação).
"Meus netos estão me ajudando, mas até quando?"
"Eu sempre ajudei minha família com minha aposentadoria. Agora, são meus netos que estão fazendo uma vaquinha para eu não ter a luz cortada. O IPREMI diz que a culpa é do Conselho, o Conselho diz que a culpa é do cartório... e quem fica com a geladeira vazia sou eu. Inhaúma é pequena, todo mundo se conhece, e a gente sente que estão nos ignorando porque acham que não vamos reclamar."
— Ex-servidor municipal, 72 anos.
"O medo é grande, mas a fome é maior"
"Muita gente aqui tem medo de falar, medo de perseguição política, de represália contra parente que ainda trabalha na Prefeitura. Mas chega uma hora que o medo não enche a barriga. Terça-feira (10/03) eu vou para a rua. Se eles não têm vergonha de deixar o idoso sem salário, eu não tenho vergonha de cobrar o que é meu. Somos mais de 100 famílias sendo tratadas como se fôssemos invisíveis."
— Pensionista do IPREMI, moradora do Centro.
Anonimato: os nomes foram preservados para segurança dos entrevistados.
MANIFESTAÇÃO: TERÇA-FEIRA, DIA 10/03
Como forma de pressão e resistência, os aposentados e seus familiares organizam uma manifestação para a próxima terça-feira, 10 de março. O objetivo é claro: exigir uma data imediata para o pagamento e transparência total sobre o que está acontecendo com os recursos da previdência.
A Voz do Povo estará atenta. Inhaúma precisa de respostas, não de notas oficiais que não enchem o prato de ninguém.
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