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O SILÊNCIO QUE GRITA – EXECUTIVO DE SETE LAGOAS TENTA AMORDAÇAR A FISCALIZAÇÃO PARLAMENTAR
Por Administrador
Publicado em 28/01/2026 16:39
Política

 O SILÊNCIO QUE GRITA – EXECUTIVO DE SETE LAGOAS TENTA AMORDAÇAR A FISCALIZAÇÃO PARLAMENTAR

Por: Redação de Opinião | Sete Lagoas, 28 de janeiro de 2026

O que se vê hoje em Sete Lagoas não é apenas um embate político de rotina; é uma afronta direta aos pilares da democracia local. O Poder Executivo, sob a justificativa técnica de "limites constitucionais", parece ter erguido um muro administrativo para impedir que os representantes do povo exerçam sua função mais básica e sagrada: a fiscalização.

A Tática da "Blindagem"

Nas últimas semanas, a recusa sistemática em fornecer dados detalhados sobre a execução orçamentária e o acesso de parlamentares a órgãos da administração direta acendeu um alerta vermelho. Ao se apoiar em interpretações restritivas de jurisprudências (como a ADI 3046 do STF), o Executivo confunde propositalmente a "fiscalização individual" com a "obstrução administrativa".

O ofício cgm 016/2026 é uma ofensa ao legislativo municipal.

O resultado? Uma prefeitura que opera sob uma redoma, onde o acesso à informação tornou-se um privilégio concedido, e não um direito garantido.

O Papel do Legislativo e a Constituição

A Lei Orgânica do Município é clara: os artigos 41 e 44 não são sugestões, são mandamentos. O Poder Legislativo tem o dever-poder de controlar os atos da administração. Quando o Executivo ignora pedidos de informação ou tenta restringir a entrada de vereadores em equipamentos públicos, ele não está protegendo a gestão; ele está escondendo a realidade da população.

"A transparência não é um favor do governante, é a única defesa do cidadão contra o arbítrio."

O Custo da Falta de Transparência

Enquanto o Executivo se ocupa em blindar seus secretários de convocações e questionamentos, a cidade assiste a discussões orçamentárias cruciais para o PPA 2026-2029 sem os dados reais sobre o impacto social das verbas investidas. Onde o sol não bate, a dúvida cresce. Se a gestão é eficiente e ética, por que temer o olhar atento de quem foi eleito para fiscalizar?

Conclusão: Respeito à Independência

A harmonia entre os poderes não significa submissão. Sete Lagoas exige um Executivo que responda, que abra as portas e que compreenda que o dinheiro público não pertence ao gabinete do prefeito, mas ao contribuinte. É hora de o Executivo parar de usar a máquina jurídica para criar entraves e começar a usá-la para promover a transparência que a nossa cidade merece.

"O que mais preocupa o executivo já foi legislador será que quer ser o maduro da cidade de Sete Lagoas?"

 

 

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