IMPACTO - Cinco anos se passaram desde que a primeira morte por Covid-19 foi confirmada em Belo Horizonte. A idosa Marlene Eunice Vanucci, de 82 anos, faleceu, vítima da doença, no dia 29 de março de 2020. Ela foi a primeira das mais de 8.000 vítimas do vírus que chegou à capital mineira de forma “silenciosa” e implicou em novas formas de vivência.
As perdas de pessoas próximas e o isolamento social forçado durante o período pandêmico para conter o aumento de casos afetaram a forma de as pessoas se relacionarem e deixaram como “herança” o adoecimento mental para uma camada da população: em BH, o número de pacientes com esse quadro de saúde quase triplicou.
Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, foram 240.555 em 2024, número 187% maior que os 83.620 de 2019, ano que antecedeu o período de crise na saúde pública. “Posso dizer que convivo com as consequências da Covid desde 18 de maio de 2021, que foi o dia que o meu pai teve os primeiros sintomas. Além da saudade dele, tenho compulsão alimentar e preciso de acompanhamento com psicólogo. Foi tudo muito traumático”, expõe a analista de recursos humanos Lidyane Lima Silva, de 39 anos. O pai de Lidyane morreu no dia 24 de junho, cinco semanas após ser hospitalizado. Aos 68 anos, ele não resistiu ao avanço da doença, que se intensificou devido às comorbidades.
O levantamento da secretaria de saúde de BH considera os atendimentos de crianças, adolescentes e adultos nos 16 equipamentos públicos de atenção à saúde mental na capital mineira, além dos acompanhamentos nos 153 centros de saúde. Em 2025, segundo a pasta, foram 52.079 atendimentos em toda a rede até o dia 19 de março — a média é de 667 por dia, ou seja, pelo menos 27 por hora. Os números compreendem atendimentos de pacientes em sofrimento psíquico e/ou com transtorno mental severo e persistente e pessoas em uso prejudicial de álcool e outras drogas.
Fonte: O TEMPO
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